quarta-feira, 13 de março de 2013

Antônio

Olá leitores queridos!

Já tem um tempinho que não ando dando a devida atenção a vocês. Mas por um motivo nobre, estava de férias, porém não do blog e sim do trabalho.
E pra variar, se não bastasse estou sem internet em casa. O que ajuda a desaparecer por completo. Às vezes alguém se interesse em saber no que estive fazendo fora da vida social e virtual ( postei um vídeo tosco cantando, mas cumpri a minha aposta com o Edenilson ), e digo porque eu dou muita atenção a quem me dá atenção, ou seja, VOCÊS DA NET :)

Nessas férias viajei, fui a Santos – SP e tenho que dizer, foi ótimo!
A cidade é linda e, por mais que alguns críticos cu sem lavar falem, não vi problema algum na praia. Só tenho que agradecer a oportunidade que EU MESMA ME DEI, de poder sair daquela roça chamada ABADIA DE GOIÁS.

Tô no meu direito de falar mal do que quero, o blog é meu viu, Universo conspirador!

Antes ainda, queria comentar que, fiz umas mudanças no layout da página e, não me agradou muito, deveria ter deixado como estava, mas vou tentar reverter ou melhorar pode ter certeza e, falar também que, decidi escrever este texto em terceira pessoa, pois facilita meu cérebro a dar ideias a novos temas, das quais, já estou trabalhando nisto.

Então, vamos ao que nos interessa. A mais um texto para o blog falido.

Eu espero que o texto te faça interessar em visitar o blog.


Antônio

Antônio  estava cansando dos resultados que obtivera ao longo de sua vida. Vivia com os pais, seu quarto era pequeno e, como o nome já diz, não tinha muito do que se orgulhar. Com poucas coisas e, vivendo à custa dos outros, se envergonhava por não seguir carreira de qualquer coisa que seja. Se é que isso é importante hoje em dia.

Por ser completamente dependente – inclusive de aprovações – se via como um parasita, que sem grandes perspectivas não buscava nem ao menos solucionar seu problemas mais simples.

- Por que eu faria tal coisa? Pensava Antônio .
 –Já fazem por mim e, quando decido fazer sozinho, sou metralhado por balas de opiniões. Alem do mais já sou visto como um incapaz pela família. Se não faço nada agora é para dar mais razões pelo cargo que me foi dado.

O fato de Antônio  ser completamente inerte, não ditava sua personalidade e qualidades.
Escrevia muito bem, adorava estudar! Principalmente se fosse sozinho, não que fosse um antissocial e inútil, mas, pensava melhor sem tumulto e estando longe de ideias desordenadas.
Sua rotina de vida era trabalhar e ir para casa. Se bem que, não se realizava no trabalho. Fazia de tudo e, quando se empenhava “menos” era recebido com duras criticas. “Normal, já estou acostumado com isso mesmo”.
Bastava um erro que seus colegas garimpavam defeitos para diminuí-lo.
Assim, ele vivia em nostalgia, queria poder remediar suas chateações. Lembrava muito de quando era criança e seus pais lhes enchia de agrados e elogios, planejavam até um futuro promissor ao garoto.
“Ele será um grande doutor”

Isso soava engraçado para ele, afinal, se tornar doutor era um desejo exclusivo dos pais, que em suas juventudes não conseguiram realizar seus desejos. Assim, Antônio  pensava que era um fardo ser o que eles gostariam que ele fosse.

- O que eles não conseguiram para si, passam a vontade para mim. Já perguntaram antes se era isso mesmo que eu gostaria de ser?

Ele tinha irmãos, muitos irmãos. Todos seguindo suas vidinhas longe da casa dos pais, longe virgula (,). Tiveram suas vidas independentes da mesma forma... Para sair de casa tem que casar!
- Que regra ridícula, se for pensar assim, a porcentagem de erros são maiores que de acertos. Dá para contar nos dedos quem ainda tem um casamento solido. Essa ideia é antiga, visto que meus pais são pessoas antigas e com pensamentos antiquados relacionados à forma de um filho se tornar independente.
Disto podemos tirar que Antônio , não sabia o que queria, mas sabia perfeitamente o que NÃO queria. E casar ele NÃO queria, de jeito nenhum!

Como sua vida estava mais vento do que polpa decidiu sossegar sua mente, pensar em nada. Pra ele era fácil, pois, nunca foi de ajudar com serviços domésticos mesmo e, seu lema era:
- Se não vou ajudar, não atrapalho.

Assim fica descomplicado ficar sozinho todo o tempo. Deitou-se e pensou no que seria sua vida se não precisasse ser visto como a “ancora” da família. Termo este que foi dado para descrever sua capacidade de ser lembrado como o estagnado e peso morto da casa.

- Se vivo eu dou trabalho aos outros, morto eu vou dar despesas!
Tá que Antônio  tinha uma conversa interna bem depreciativa, como de rotina só recebia criticas, não era surpresa se achar um completo zero a esquerda.
Imaginou-se mudando de vida e, nesse pensar, imaginou que começaria pelas atitudes mais insignificantes aos outros, aquelas do dia a dia, como por exemplo, para de dizer sim, quando se quer muito dizer não.
E seu primeiro exemplo imaginado foi se libertando da culpa de fazer o que não gosta para agradar aos outros.

- Não faz sentido. Por que faço isso sempre? E é o que mais faço diariamente. Até quando digo um não em tom alto, acabo cedendo e fazendo mesmo que reclamando o que me pedem. Sem falar que se eu argumento o motivo do meu não querer, vem com aquelas mil desculpas de que fizeram por mim até mais, quando menor. Espera. Eu não pedi isso, e favor bem intencionado não deveria seguir com um ‘’ o que eu faço pra você é o mesmo que fará pra mim “isso nunca funcionou comigo, por que continuo a cair nesse conto de araque de filhos duma égua sanguessugas”?

Então Antônio decidiu escrever em pequenos contos, de sua própria vida, para que posteriormente colocasse em prática as mudanças que gostaria que fizesse.
A primeira delas era se desapegar da dependência.
Afinal, sendo o filho que todos queriam, já não agradava, então nada mais justo do que deixar de ser esse servil e se tornar quem gostaria que fosse.

Não estou aqui tentando incentivar ladrões a serem políticos e nem políticos a serem ladrões ok?

A primeira lição que “Antônio” dará, escrevi para outro blogueiro, Anderson Matias,  acesse clicando no titulo do blog dele TUDO JAMAIS TEREMOS.

See You Later

Um comentário:

  1. Sabe o quanto fico feliz por você ter conseguido realizar essa viagem de férias e ter podido ir à praia, já que havia me mencionado que era um sonho antigo seu.
    Há muitos ‘Antônios’ nessa vida, e tanto será pior para eles permanecerem sem se dar conta da situação de vida em que estão; por isso, não podemos nos deixar levar pelo conformismo, pelo comodismo e pelo ‘que os outros vão pensar’. Se permitir ser dependente de aprovações é quase permanecer na infância por vontade própria, e assim ninguém progride de verdade na vida, em parte também pela conversa depreciativa interna, que posso considerar falta de visão pessoal em relação à vida.

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