terça-feira, 20 de março de 2012

Tóba ... sem mais!




Oláaaa!

Como vai você que passou por aqui por pura curiosidade!?
Espero que esteja melhor que eu financeiramente.
Bom vamos ao assunto?! 
O bRgue, isso mesmo, estou com ADP ( ADP – attack of pelanca ) hoje, e provavelmente eu venha a escrever em várias passagens deste texto palavras erradas e expressões chulas.

Como estava dizendo, hoje eu vim usar meu bRogue como diário, porque aqui é o MEU espaço, e uso ele como EU bem entender! ( notastes o MEU egocentrismo?! ) entonces, como estava tentando dizer, eu vou usar este espaço para vomitar o que ando sentindo. 

- você sente Fernanda?! Pois não pareci !


Cara de Cu - tem quem goste de cu, ou seja, tem quem goste da minha cara por ser de cu.
É ou não é ??
É???
Ou cadê você leitor, leitooooooor? :'(






Tóba! É essa a palavra que me vem a cabeça quando eu penso em como eu estou vivendo essa bagaça de vida.

– Ai, Fernanda, você reclama demais!
- E você com isso? Ta incomodado(a) por que hein? Não faz nada só reclama do que reclamo, sumaCu.



Chatice! Esse meu comportamento de reclamar também é um carma ruim que carrego, e que ainda não me recordo bem de quando foi que comecei a reclamar. Mas deixa-me lembrar... hum ... hummmm.... ahhh , deve ter sido em meados de 2008, quando recebi meu primeiro salário: 1 CHEQUE SEM FUNDO. E unindo a mais dois salários de outubro e novembro, atrasados!



* Uma séria de lamentações.

Uma criaturinha de 18 anos que começa a cursar o ensino superior, cheia de esperanças, e crente que será uma futura doutora bem sucedida na vida, começa em seu primeiro emprego a ser desrespeitada moral-financeiramente falando. E pra compensar, é facilmente coagida a assinar que recebeu em datas respectivamente fictícias. Fácil!
Com promessas que vai mudar, pronto, encerra o papo, feche o bico e não reclame mais, já que tem milhares de milhões de desempregados no Brasil querendo estar no seu lugar ( medíocre de aceite tudo ruim e receba o nosso pior ). Bom fechamos? Nãaaaaaaaaaaaaaaaao.
Vamos voltar mais, senhor psicanalista, vamos voltar mais uns 5 anos de minha vida, meu querido e ausente pai, aquele que me prometera um urso gigante e colocaria no meu quarto, que me daria tudo que quisesse e que disse que era pra sua filhinha comprar roupas apenas de ‘’ boutique ‘’.
Cadê o velho? Cadê? Foi lá seguir sua vida com uma pessoa que para sua doutrina religiosa, estava fora dos padrões, que deveria casar legalmente e religiosamente com meu velho pai. E assim Deus os perdoaria do adultério.



É assim, pera ... pera... antes, quando minha educação era não falar palavras como, que droga, que ódio, aí que raiva, te odeio, me lembro que disseram que não poderia fazer uma porção de coisas antes de completar os meus 18. mas lembramos que aos 18 eu já estava cursando o ensino superior e tendo ataques de raiva súbita por falta de salário em minha conta.
Pois é, ainda não achei o motivo real de tanta reclamação de minha parte, minha madre nunca gostou de abraçar seus filhos, e dizem os astrólogos que os cancerianos são um poço de mel, qualquer coisa se magoam, mas são cheios de amor para dar.  Talvez no seu intimo, meu pai a magoou de tal forma que ela economizava carinho. O jeito especial de sabermos que ela nos ama é brigando, cobrando excessivamente uma moral perfeita, e casando de véu e grinalda. Sem falar que devemos permitir que ela vasculhe sempre as nossas bolsas, a fim de talvez encontrar drogas, preservativo, ou coisas do gênero ¬¬

Eu, este ser seco, sem coração, frio, cavalado e reclamão ( adjetivos que já recebi de algumas pessoas ) cresci em meio a separações, idas e voltas e de sonhos destruídos, mas cresci ouvindo que deveria ser uma pessoa fiel, amável, educada, e de bons costumes sociais.
Que eu deveria conhecer alguém vulgo especial, que me amasse de verdade e que nos casássemos, desse um ou dois netinhos as minhas mães e vivêssemos felizes para sempre. Ai que bonitinho! ¬¬

Mas dizendo os grandes psicólogos ( não conheci nenhum grande psicólogo, isto vai por intuição da escritora ) os filhos espelham-se nos pais, e me diz que tipo de conduta os meus pais ensinaram dentro de casa ( ?! ) nunca entendi essa de se prender em condutas que só se baseiam em teorias, ou seja, se sua mãe disse que tem que ser, é porque ela foi algum dia, e você será como ela, mas e o que é minha mãe hoje e o que foi minha mãe ontem nos planos fictícios paradisiacos. Ela sonhou tanto em ser feliz nessa regra de crescer, amar, casar e morrer juntos que uma distorcida no destino, a fez sentir frustrada o restante de sua pouca vida saudável, agora sozinha, por conta do abandono e falta de amor de seu antigo conjugue.

Eu queria entender essa de pessoas quererem o melhor para o próximo, dando justificativas falhas, e de situações que nem elas mesmas conseguiram desempenhar em suas mente’zinhas.

- Se você quer ser assim seja, mas não impeça que o outro seja o que ele sempre quis ser, penso eu.

Mas só fui pensar assim depois dos meus 20, depois de ter acabado com todo o SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO, depois de desacredita no PARAISO SEM AMOR de Roberto Carlos e depois de achar que finais felizes só existem em filmes da Disney, porque ninguém nunca se perguntou que depois que as princesas se casam a vida vai ser as mil maravilhas.
Agora, e depois de tantas outras frustrações, vejo que estes pensamentos enfeitados de arco-íris, são apenas o reflexo do que nos ensinaram acreditar, digo, - você precisa se formar, ter uma casa, e aprender a viver só, depois dos 18 é adulto/a, você só será adulta quando for responsável e por aí vai.

Cavalo amarrado na cadeira.

Outro dia ouvi alguém dizendo que eu era anti-social, foi de brincadeira o tom de deboche da pessoa, mas como eu vou me socializar em um grupo da qual não me adequo, e que o que digo não é debatido? Preferi me calar, e ficar pensando na morte da bezerra mesmo, sozinha.
As pessoas hoje são cheias de si, cheias de soluções praticas, cheias de filosofias, mas na vida real quando algo sai errado, por receio de que outras pessoas descubram suas fraquezas emocionais, ficam econdidinhas em suas roupas de grifes e em meios de fotos de sorrisos escancarados.
Eu sempre me pergunto, fulano é feliz assim mesmo como diz ao mundo ser? Se é porque então me trata com tanta indiferença? Achei que ele fosse assim com todo mundo, mas não é.
Se sou indiferente aqui, provavelmente serei ali, acolá, se estou de ovo virado, nem adianta você querer chocar ele pra mim, não dá. E não dá para mascarar o desgosto que tenho. É por isso que uso os recursos virtuais, afinal, não precisarei pagar um terapeuta para me ouvir falar asneiras, basta ter quem queira me ler e quem queira me estudar.

Sei lá. Depois disto tudo, ainda não descobri a real causa da minha resmunguice aguda, mas lembro me de uns sábios de araque, quererem comparar a minha vida com a de um doente terminal de câncer, ou de fome. Mas lembro – me de outros sábios de araque que usarão a justificativa que o mundo atual está cheio de ‘’ famintos de sabedoria divina ‘’. – só lhe sirva de (in)direta se de fato achar que é um sábio de araque – não vista a carapuça que não é sua!
Mas eu só preciso entender de onde ver esse meu defeito, ou melhor, este defeito, pois não quero tomar posse de coisas ruins a meu respeito. Talvez voltando mais alguns anos, e me lembrar de como fui feita ( não de como especificamente mas a que fim fui feita ) e notar que nem era para estar na Terra, talvez aí seria o real motivo de tanta aversão a coisas grandes e a minha total falta de sensibilidade em notas as – belas – coisas pequenas da vida.

Não sei.
Não sei porque eu me recuso a escrever sobre passagens ruins de relacionamento que tive, as que acreditei que estava inserida nelas, e as que sonhei um dia que se tornariam verdades, mas destas coisas não quero encaixar aqui para achar culpados do meu desafeto.

Ahh é, alguns sabões que levei de amigos, aquele bate boca que só os melhores amigos fazem conosco, a cerca de nossas atitudes ruins.
 Foram esclarecedores, mas como disse, não serviriam nunca para mim, já que quem queria viver o sonho americano de ter uma vida legal e responsável era apenas deles. Então, tipo, estou desenquadrada, ou melhor, me sinto fora dos padrões dos ensinamentos deles, de como eu deveria fazer ao invés de estar fazendo o que faço.

Agora eu volto a alguns meses atrás, as atitudes que venho tendo nestes meses, não são e nem serão aprovados pela maioria, acho que por ninguém que adote a moral como algo único e certo.
E não consigo sentir culpa ou remorso do que fiz, nem das escolhas ruins que fiz, ruim isto? Talvez, mas se fiz ou deixei de fazer, acreditei ou deixei de acreditar, foi por excesso de promessas, e poucas atitudes que tomaram diante de mim, ou vice versa, também minto, sabia?
Eu vejo muita gente com ares de desaprovação sobre várias aspectos dessa nossa vidinha atual, mas o que pensar destas mesmas pessoas quando elas caem na tentação de fazer aquilo que tanto abominavam ?
Se você pensa assim, estamos então nos entendendo.

Pois muitas vezes atirei pedras e disse coisas horríveis, mas meus melhores momentos vividos foram quando eu me libertei por alguns instantes daqueles pensamentos sobre estar certa e os outros estarem errados – o ruim é que eu ainda tenho esses pensamentos preconceituosos nas pessoas que digo detestar.

Ruim eu sei.
Mas o que eu mais gostaria de fazer, não faço, e o que me prende a tudo isto, foi toda aquela educação rigorosa que tive, e apesar de não sentir culpa dos tropeços que dei, ainda me encovardo quando deveria estar impondo, mas ...

2ª. Mais queixas ... 


Ahh se o cavalo soubesse a força que tem!
Eu: - o que tem o cavalo e sua força? Aff, se ele soubesse dava na mesma, desconheço algum ato histórico de rebeliões de cavalos, francamente, cavalo, gente, vaca ou seu patrão, todos sabem da força que tem, não é porque eu tô sentada aqui a trabalhando atoa que não saiba da minha capacidade! Cu 


(...) enquanto isto, vou reclamando, sem dar um passo para frente e nem para trás.

Em meio a tantas reclamações quem irá ouvir minhas preces?
Para os mais puros, isto soara como uma queixa vaga, dirão:

- você só reclama, mas não faz por onde, você não tem AÇÃO de querer mudar!
E eu digo:

- FDP ( filhodumapamonha ) você não sabe o que fiz, ou que faço e o que sacrifico hoje para fazer feliz quem me quer bem!
- Quem te quer bem a não ser você mesma? ( algum filosofo de araque ? )
- Minha madre querida, que apesar de ser um carrasco, me quer bem, diferente das pessoas que passaram em minha vida dizendo que me amaria até o fim, etc e blá! Diferente do meu pai ausente que só diz, Jesus te ama e eu também e blá, e diferente de todos aqueles que só sabem dizer ‘’ eu te amo ‘’. Eu me sacrifico, hoje, apenas por ela, porque por mim não estaria neste caminho, e talvez seja por isso que me queixo tanto, porque nada que faço hoje é o que gostaria de fazer, pronto cu ?!




Não, não.
Eu não vou reclamar ... dos amigos que não foram amigos, dos que foram cara de pau em dizer que gostavam de mim, até conseguirem o que queriam, amigos de favores, talvez?!
Essa minha falta de compromisso com pessoas, deve se então ao fato de perder a confiança nelas e dando a todas as outras o tratamento que levei ( eu acho ) ?!
Mas sei lá mais uma vez.
São só queixas.
Você que me conheci já está cansado delas, chego a te fazer perder o interesse por mim, e pareci que quando lê algo do tipo em meus textos, você deve me achar uma completa egoísta que só pensa em mim e em minhas dores. – pois está certinho! (y)
E deixa queto, quem geralmente tem o costume de me aportunar com seus dizeres de patriaca da sabedoria, geralmente são pessoas que não tem nada lhes faltando, nada interiormente falando.
Porque apesar da minha sede materialista, apesar do egocentrismo concentrado em minhas pupilas, eu ainda sinto, lá no fundo um pouco de afeto.

Achei em outro bRogue. 



Então nem vem se achar o garanhão sabiCu pro meu lado, e nem venha ser a mulher entendida de vida.
Neste post só aceito sugestões de psicanalistas e psiquiatras.
A restante parcela que lerem o texto sobre mim, direcionado a mim, fica a minha gratidão. Que é o que lhe posso oferecer no atual momento.


Fatalismo abominável domina meu total ser Danilo Lagrotta.

Tóba, sem mais.