domingo, 6 de março de 2011

... Minha carta.



Olá leitores!

Pelo contexto o blog não tem uma especialidade a ser abordada, e dias atrás quando eu pedia sugestões a algumas pessoas, uma destas me disse que eu poderia colocar alguma coisa que relacionasse a sentimentos, ao amor propriamente dito. Pensando nisso eu talvez faria uma pesquisa ou colocasse meu ponto de vista aos amores de hoje em dia mas decidi fazer diferente, decidi falar do meu próprio sentimento a uma pessoa em particular.



Poderia iniciar uma historia com um Era Uma Vez... mas acho que o verbo ser no passado é muito simplório sendo a nossas vidas não se resume apenas ao passado. Na minha infância a minha mãe só me contou uma historia para dormir, e nunca me esqueci de como era interessante imaginar me dentro da historia, não era de menina com capuz vermelho, nem tampouco de porcos construtores, era uma historia simplória que acredito que ela aprendera quando criança também, talvez um dia eu a conte aqui para eternizar as poucas palavras doces que minha mãe dizia quando acreditava na felicidade.


Nunca fui boa para escrever textos, sou muito técnica e minhas redações eram simplificadas em poucas palavras, mas que me deram boas notas em redação. Porém isso foi a quatro anos atrás. E neste tempo, eu acreditava em contos de fadas, em casamento perfeito, em um começo de namoro com amor e ainda não havia dado um beijo no rosto, nunca havia trocado selinhos, e jamais havia segurado a mão de alguém que eu pudesse chamar de MEU AMOR, porque no fundo eu sabia que não me importava se passasse a eternidade esperando o tal príncipe que os outros contos de fadas haviam me prometido. 

Nesta época eu tinha tantas superstições e creditava com honra todas as palavras que meu pai dizia como se ele fosse meu comandante e sabia que se o obedecesse nunca perderia guerras. O tempo passou e desde os quatro anos atrás eu já era uma pessoa adulta, com opinião em formação, com crenças desmistificadas, modificando diariamente meus planos para atingir um horizonte que criei em minha mente como sendo a minha libertação mental de paradigmas que muitas pessoas colocaram em minha vida.


Não as culpo por isso, porque sei que foi com todas as informações que recebi que criei meus caminhos e mapeei dentro de mim, tudo que eu tenho que fazer para me libertar dessa ilusão rotineira que muitos dizem ser a melhor para se viver. Tenho certeza que não, sou muito amante da liberdade mental, e esta é a primeira de varias outras etapas que nos fazem seguir em frente, ou seja, pensar naquilo que se quer, planejar e correr atrás dessa tal liberdade.


Todos os dias eu faço exatamente as mesmas coisas que fiz ontem, não preciso agendar as minhas ações, não preciso prever o futuro próximo, porque este está em minha frente. Isso me deixa reprimida, não me satisfaz, não me torna uma pessoa contente e pior ainda, não me dá perspectiva de mudanças. Já ouvi muitos conselhos, já segui vários destes que ouvi, já cai em muitos buracos repletos de espinhos por ter seguido e hoje mesmo tendo a tal pouca idade que alguns relutam em me questionar, hoje sei que não posso seguir estes tais padrões quase que feitos em manual para metade da população seguir! –(primeiro nasça, estude, cresça, arrume um emprego, continue estudando e pense em sua aposentadoria, para poder morrer em paz) – pelo amor de tudo que for sagrado!!! Essa é a tal ideologia utópica da felicidade?! Viver a mercê dos sonhos dos seus pais, avós, amigos, revistas, reality shows e programas televisivos pregam? Eu vou ter que viver necessariamente igual a todo mundo? – Desculpe- me pessoas, eu não consigo!


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Prefiro ter meus próprios conceitos de felicidade, criar um mapa para chegar a eles, até o dia que minhas amarguras não agüentarem tanto sufoco e meu coração dizer “Agora você pode deixar estas pessoas, pois delas não a mais nada que segure você de seguir em frente” e pensando neste ideal eu tenho absoluta certeza que este dia chegará! 
Pode demorar mais vinte e um anos, pode demorar dias, pode demorar a eternidade, mas não posso deixar que os outros pensem por mim, e tentem projetar a minha felicidade baseada em contos de fadas criados por eles. Infelizmente por mais bonito que seja eu padronizar minhas respostas ou ser a filha prodígia da família, eu sou tão humana quanto qualquer um, com erros, acertos, defeitos e qualidades, com vontades, com desejos, com esperança e também descrença, posso acreditar e desacreditar, posso ser a mesma pessoa, mas sou mutável.


Bom as vezes eu fujo da real idéia de passar a minha mensagem aqui, hoje eu não pretendo fugir, talvez quem eu quero que realmente leia não chega a se interessar em ver o post, mas vai ficar aqui gravado até o fim da minha conta no Google, ou até que o Google chega a falir que sei que isso será um pouco improvável , não é mesmo?!


Alias eu não consigo dizer algo sem que eu mencione um pouco do meu passado, mas eu escrevi poucas cartas, no total três cartas, duas delas foi quando eu estava dividida em seguir minha vida sem o auxilio da minha família, onde gerou muitas brigas e a outra foi uma de amor na qual nunca fui respondida e morreu com ela o sentimento e as lembranças. Mas hoje por admitir não ter dom nenhum para escrituras, vou mostrar trechos de cartas de Napoleão Bonaparte que ele enviava a uma de suas muitas amadas que ele teve em sua vida, Josefina B.

Observando que quando jovem Napoleão era um perfeito romântico insatisfeito. , sei que muitos morriam de preguiça de estudar história, confesso que também não me motivava em saber sobre o passado dos outros, mas li alguns trechos, em uma revista muito antiga que tenho em casa e outros ( trechos ) pude encontrar na internet.


Quando as li dias atrás veio vagamente a lembrança sobre tudo aquilo que hoje eu acredito ser o caminho em que um de meus mapas haviam me mostrado para a tal felicidade, talvez me engane mas creio ainda que cegamente desta vez eu estou navegando pela rota certa entre este mar de possibilidades incertas.


Trechos de cartas de Napoleão Bonaparte a Josefina, sua esposa.

‘’Espero poder em breve segura-te em meus braços e cobrir-te com um milhão de beijos, cadentes como o sol do Equador.’’


“Não passo um dia sem te desejar, nem uma noite sem te apertar, nos meus braços; não tomo uma chávena de chá sem amaldiçoar a glória e a ambição que me mantêm afastado da vida da minha vida.’’


‘’Se me afasto de ti com a rapidez da torrente de Ródano, é para tornar a ver-te o mais cedo possível. Se me levanto a meio da noite para trabalhar, é no intuito de abreviar a tua vinda, minha amada.’’


‘’Não te peço amor eterno nem fidelidade, apenas a verdade e uma franqueza sem limites. No dia em que disseres: “Quero-te menos”, será o último dia do amor. Se o meu coração atingisse a baixeza de poder continuar a amar sem ser amado, trincá-lo-ia com os dentes.’’


Será que fui da real idéia que tinha que passar aqui neste post?! Não, absolutamente desta vez eu não errei no contexto, a distancia me impossibilita de poder amar-te como mereci ser . Mas as palavras quando proferidas em comunhão com sentimentos servem de consolo até o dia de nosso encontro, não sei dar conselhos de amor, pois o amor que guardo dentro de mim ainda não fora revelado por completo, e se um dia ele vier a ser descoberto, que seja pela pessoa perfeita da minha vida, caso contrário eu me recuso a doar meu coração a paixões efêmeras. Bonaparte talvez não tenha dito de todo o seu coração a sua amada, mas as repito para dar lhe como base a todo o sentimento que guardo dentro de mim a exclusivamente uma pessoa deste mundo!


Não deixe de amar uma pessoa sem antes saber qual foi o gosto que o amor  trouxe a sua vida, experimente viver antes este amor antes de renunciá-lo.


Eu amo te ontem, hoje e sempre.


*obs. Não costumo fazer revisões depois que tiro o texto do Word!

See You Later

Um comentário:

  1. :)
    Eu mais uma vez aqui, provalvemente nunca vou deixar de comentar, não so por ser seu amigo e sim pq quando leio tuas postagens, vejo que vc foge do habitual e vem o inesperado, nessa em questão me veio um sentimento de serenidade diferentemente das outras postagens com pitadas de humor...
    Desta vez pode sentir a profundida com que vc escreve, me coloco agora apenas como um leitor que se entusiasma a ler um livro, ansioso para saber o final da história e que vc ache o tal Final Feliz, e torço que esse final seja apenas o começo de tua felicidade...

    Talvez o real destinatário nunca leia essa carta, mas talvez ele sinta, pois o primeiro passo vc já deu, que é mentalizar positivamente ao escrever essas linhas.

    Quando te disse a poucos dias que te acho parecida cmg, falava dos devios que tomamos para alcançar no que acreditamos, falava das renuncias hoje tomadas, para um dia alçar essa tal liberdade e o real sentimento de amor...

    Desta vez vc se superou, te parabenizo minha
    AMIGA ESCRITORA FERNANDA SILLIMA

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